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Diário do Comércio entrevista Tboom sobre Social Media.

Quem escreveu?
Tboom
Que dia?
27-07-2010
Que horas?
11:28 AM

Caçador de opiniões, um novo profissional
Crescimento do uso das redes sociais por marcas e candidatos políticos cria a necessidade de monitoramento constante e de uma dobradinha entre softwares e analistas. Um serviço útil para os negócios.
Regiane Bochichi - 26/7/2010 – 19h59 – Matéria publicada no Diário do Comércio / Caderno Tecnologia e Informática

Véspera de feriado em São Paulo. A cidade registra mais um recorde em congestionamento. No aeroporto, Ricardo Almeida, diretor geral do I-Group, empresa de planejamento estratégico online, usa seu iPad para monitorar em tempo real o que estão “falando” de seus clientes nas redes sociais e também para responder a esta entrevista. Não se pode perder nenhum minuto de informação e muito menos de tempo. Por isso, existem hoje no mercado, softwares que fazem um primeiro trabalho de varredura. E a partir daí, esses dados são analisados e servem de base para tomadas de decisão dentro de empresas e comitês políticos.

Não bastasse analisar audiência, tempo de permanência, unique visitors, o que se vê agora é a necessidade de um estudo qualitativo da marca ou do político no mundo virtual. E apertem os cintos, porque tudo tem de ser rápido e contínuo. “A reputação de uma marca pode ir do céu ao inferno em minutos,” revela Leandro Ogalha, diretor de estratégia da agência Tboom Interactive. “O dinamismo da web nos obriga a acompanhar de perto seus movimentos sociais e ter a agilidade de traçar uma solução para acontecimentos diversos, sejam eles de oportunidade ou de gestão de crise.” Mas não adianta chegar atrasado e querer sentar na janelinha, como diz a máxima popular. “Em ambientes sociais, o que importa é que as decisões sejam tomadas rapidamente – mas não de maneira precipitada”, alerta Almeida. “As respostas incluem o engajamento direto com usuários nas próprias mídias sociais, com tonalidade, frequência e temática que variam de caso a caso.”

E se o Brasil é um ás em uso de redes sociais, no seu monitoramento não poderia ser diferente. Mesmo com softwares livres disponíveis para esta medição como Twitter Counter, Social Mention, Technorati, Google Social Search, há várias ferramentas pagas que oferecem ainda relatórios completos e recomendações. O E.life desenvolveu seu primeiro software proprietário para este fim em 2004. Atualmente, expande seus domínios para a Europa, com escritórios em Portugal, Espanha e Alemanha. São três produtos distintos: um para o Twitter, com apenas um ano de vida, o Tweetermeter que mede grandes volumes de dados, o Buzz Monitor para a blogosfera e outros tipos de redes sociais e o recém-lançado FacebookSearch. Para Jairson Vitorino, diretor da empresa,  existe uma diferença no tratamento destes dados aqui e no exterior. “No Brasil, a abordagem é híbrida. Além dos dados, fazemos um relatório com uma síntese do que foi apurado e uma análise mais detalhada do conteúdo. Na Europa, os clientes preferem apenas os números”.

Quem também atende clientes internacionais é o I-Group que oferece um software próprio, I-Brands, feito em parceria com a desenvolvedora catarinense A2C, utilizado em 10 países já há 5 anos. O software varre as mídias sociais (Twitter, Facebook, blogosfera, Youtube e veículos tradicionais) de forma online e de acordo com filtros estabelecidos. Em seguida, as ocorrências são  analisadas por um time interno que as classifica de acordo com inclinação (positivo/ negativo) e tema (institucional, campanhas, opiniões sobre atendimento, etc.). Feita essa análise quantitativa, é hora de uma série de estudos qualitativos que apontam rumos que a marca – seja uma empresa ou um candidato – devem tomar.

Do norte do País, vem o Tweestr, um software 100% nacional para acompanhar o microblog, desenvolvido em joint venture com a Universidade Federal de Pernambuco, a C.E.S.AR – polo tecnológico daquele Estado – e a Bytes, empresa de consultoria. “Foram quatro meses de desenvolvimento,” relata Manoel Fernandes, diretor da Bytes, “não estávamos satisfeitos com  as opções do mercado e precisávamos de dados mais confiáveis para preparar o planejamento estratégico dos nossos clientes”.

Nova profissão – O que faz a roda girar são só dois movimentos: Monitora, analisa. Monitora, analisa. Monitora, analisa. E quem está por trás destes relatórios é um profissional, geralmente da área de comunicação, que ganhou o simpático nome de analista de buzz. “No frigir dos ovos, o que conta mesmo é o ser humano”, comenta o planejador Lorenzo Mendoza. “Essa pessoa que vai ponderar, entender, tomar pulso, dizer se é bom ou ruim e qual caminho seguir. Sem isso, números não valem nada”. O resultado principal do trabalho deste profissional é também novo e se chama ROE – Retorno do engajamento, substituindo o tão perseguido ROI – Retorno sobre o investimento.

Para Ogalha, ainda estamos em um nível embrionário da relação entre marcas e pessoas por meio de novas tecnologias de rede. “Já estamos avançando para a produção baseada na inteligência coletiva, com a qual  as pessoas se interessam em compartilhar ideias para o desenvolvimento de produtos, tecnologias e processos que elas próprias vão consumir”, afirma. E lá vem outra sigla: “Para representar esta nova forma de comunicação é usado o termo C2W – Consumer to World.”

2010: a primeira eleição com corpo a corpo virtual Já não bastavam as pesquisas eleitorais, horário gratuito na TV, comícios, santinhos, camisetas, bonés, nas eleições deste ano os políticos devem acrescentar em seu vocabulário e estratégia de comunicação palavras como Twitter, redes sociais, banners, debates online, ou seja, o corpo a corpo passa a ser fundamental também no mundo virtual. No cenário atual, agências e candidatos ganham um novo papel: o de efetivamente se relacionar com o eleitor e construir uma boa imagem em um ambiente  complexo.

O I-Groups, em parceria com o Meio e Mensagem fará um acompanhamento sobre os comentários dos internautas relacionados aos principais candidatos à Presidência da República .

A ideia é ver qual será a influência da internet na escolha final dos brasileiros, assim como quais serão os assuntos mais repercutidos na rede. “Não dá para dizer ainda que quem melhor utilizar as redes sociais vencerá – mas dá para afirmar, sem margem de erro, que quem fizer isso terá um diferencial competitivo e uma vantagem como pouco se viu”, comenta o diretor da empresa, Ricardo Almeida. “E vantagem grande em uma corrida eleitoral é algo que não pode ser desconsiderado.” E ele está bastante animado com a experiência em marketing político online. “Além de nos dar a possibilidade de efetivamente contribuir, de forma direta, com o desenvolvimento do País, ele também nos coloca em uma situação desafiadora em que não existe meio termo: ou se ganha, ou se perde”, afirma.

Leandro Ogalha, diretor de estratégia da agência Tboom Interactive, não tem uma visão tão otimista para doações por causa do histórico negativo existente na relação entre os representantes públicos e a sociedade. Na sua opinião, a principal estratégia seria criar canais e processos de aproximação e de reconquista da credibilidade. “As pessoas estão esperando a oportunidade de poder fazer o que sempre quiseram: dizer o que pensam, expor suas necessidades e cobrar aqueles que elegeram como seus representantes”, comenta. ” Mas a maioria dos políticos encara as redes sociais como as velhas mídias. Tentam controlar, manipular, ignorar as pessoas ali presentes, apenas enviando uma mensagem, como se fosse um velho “jingle” ou um insignificante “santinho”, descartando qualquer possibilidade de compreender que este processo é baseado em diálogo.”

Devido a questões como credibilidade e ética, há empresas como a Rebobine Conteúdo Customizado que optaram por não entrar neste seara. “Nosso posicionamento é  não atender campanhas políticas, nem com políticos, só empresas privadas”, conta o diretor de conteúdo, Márcio Machado. “O processo de trabalho seria similar, mas a resistência dos internautas muito maior, principalmente com relação às doações”.

Neste ponto, o case Obama enche os olhos de qualquer um com a obtenção de fundos por meio de arrecadação online. Uma das possibilidades oferecidas no mercado é o PagSeguro, do UOL. O processo é simples. Os interessados podem solicitar a criação de uma conta. Após verificação da documentação, o PagSeguro disponibiliza um botão a ser inserido no site do candidato ou partido, com link para o serviço. “A ferramenta existe há 3 anos, mas a opção para partidos políticos foi lançada para as eleições de 2010″, explica Ricardo Dortas, diretor do PagSeguro. “Vale lembrar que os interessados em arrecadar doações para seus comitês devem se adaptar à legislação eleitoral determinada pelo TSE.”

Via Diario do Comércio – Caderno Tecnologia e Informática

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  1. Quem escreveu?
    Tboom Interactive
    Que dia?
    27-07-2010
    Que horas?
    11:49 AM

    Diário do Comércio entrevista Tboom Interactive sobre #SocialMedia. http://bit.ly/97CkRo

  2. Quem escreveu?
    Thais Haddad Marques
    Que dia?
    27-07-2010
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    RT @tboom: Diário do Comércio entrevista Tboom Interactive sobre #SocialMedia. http://bit.ly/97CkRo

  3. Quem escreveu?
    Novas da Política
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    27-07-2010
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    11:57 AM

    Entrevista de @leandro_ogalha da @tboom sobre #SocialMedia e #politica no Diário do Comércio http://bit.ly/97CkRo

  4. Quem escreveu?
    #AtivismoDigital
    Que dia?
    27-07-2010
    Que horas?
    11:57 AM

    Entrevista de @leandro_ogalha da @tboom sobre #SocialMedia e #politica no Diário do Comércio http://bit.ly/97CkRo

  5. Quem escreveu?
    ingridowl
    Que dia?
    27-07-2010
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    12:00 PM

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  6. Quem escreveu?
    Brunno Torquato
    Que dia?
    27-07-2010
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    2:19 PM

    RT @tboom: Diário do Comércio entrevista Tboom Interactive sobre #SocialMedia. http://bit.ly/97CkRo

  7. Quem escreveu?
    Fernando Celso CChad
    Que dia?
    27-07-2010
    Que horas?
    2:26 PM

    RT @tboom: Diário do Comércio entrevista Tboom Interactive sobre #SocialMedia. http://bit.ly/97CkRo

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